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terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O BOM DO CELULAR PERDIDO

Perdi meu celular neste útlmio fim de semana. Como acontece com todos, fiquei extremamente revoltado e triste. Embora gostasse do aparelho, não fiquei tão chateado por perdê-lo. O mais importante naquele momento eram a minha lista de contato e as fotos de pessoas queridas que guardava no aparelho. Sem contar também que me senti ilhado, sem conseguir manter contato com ninguém.
Já em casa, começo a pensar no ocorrido. Pois bem, perder o aparelho nem é de todo mal. Afinal de contas já estava na hora de trocar. Tampouco perder o chip, pois posso resgatar o mesmo número. Com relação às fotos, consigo recuperá-las com familia e amigos.
Então o que sobrou e que me deixaria mais inconsolável? "A lista de contatos"! Eram dezenas de números de dezenas de pessoas do mundo inteiro. É realmente algo para se lamentar. Foi então quando parei para pensar nos números de todos os caras que conheci nas noitadas, de todos os caras que prometeram ligar mas não ligaram, de todos que por várias vezes pensei em ligar, daqueles que com apenas uma ligação teria uma companhia ao meu lado e de todos que talvez pudessem dar uma boa história mas não deu. Pensei em todas as histórias e rolos que se perderam com a queda do celular do meu bolso.
Confesso que a partir desse raciocínio um sentimento de alívio tomou conta de mim. Era a chance que eu tinha para começar algo novo. De repente uma nova rede de possibilidades poderia se formar. De certo modo foi bom perder o celular e com isso, finalmente, exorcizar todos os fantasmas de minha história recente. Não terei mais dúvida em querer ligar ou não para aquele cara que nitidamente não está nem aí para mim. Ou nem mesmo ligar para gente desinteressante só para dar uma saída. As pessoas importantes me ligarão e logo voltarão a minha agenda. Mas os fantasmas.....esses não fazem mais parte. Eles se perderam no horizonte e por fim, me deixaram em paz.
Perder o celular é bom para quem quer começar um novo ciclo, cheio de novas esperanças.
Filipe Eloy
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
NA GALERIA - NA SEXTA - NA NOITE

A gente se conhece por troca de olhares. Não são olhares de paixão, mas sim de tesão. Decido ir. Afinal de contas sou homem, logo, naturalmente possuído por explosões de hormônios. E porque não dar a sorte de encontrar algo que valha a pena?
Estamos juntos, trocamos vários tipos de contatos físicos, até eu perceber que estamos em vibes diferentes. Eu realmente estou afim de encontrar alguém legal. Totalmente diferente do interesse inteiramente sexual da outra parte que, visivelmente, está alterado pelo álcool. Não entendo o porque mas decido ficar e curtir. Levamos um papo engraçado e cheio de intimidades para quem acaba de se conhecer.
Quando sou convidado a ir para sua casa, caio na real de que não era assim que eu queria que as coisas acontecessem e decido ser grosso. Digo que qualquer um poderia fazer o que ele buscava. Eu não, não de primeira! Acho melhor deixar um mistério no ar. Recebo um "ok" e, por isso, decido sair e ficar com meus amigos. Mas antes recebo seu telefone. Se me deu o número é porque quer que eu ligue.
Ao longo da noite o vejo em tentativas de encontrar alguém para o que ele buscava. Beijos seguidos de toques indecentes em diferentes cantos do lugar. Tudo isso me fez crer que fiz certo em não prolongar o caso.
No dia seguinte, por impulso, decido enviar uma mensagem. Apenas afirmo como seu comportamento na festa foi regado a safadeza. Recebo pronta resposta, um pouco convencida, de que mesmo assim eu estava mantendo contato. Soltei, mais uma vez por impulso, que se envei é porque gostei. Porque fiz isso????
Fico sem resposta durante um dia. No seguinte, recebo a proposta para nós nos encontrarmos. Aceito. Marcamos um dia, local e horário. Mas, poucas horas antes do encontro decido fazer uma pergunta via mensagem: "Qual o meu nome?" Depois de algum tempo, recebo justificativas de que a memória é fraca e a bebida acentua este defeito. Mas que se eu quisesse poderíamos deixar que o destino nos cruzasse novamente outro dia, no futuro (porque certamente esperava que eu fosse dizer algo como: "peraí, vamos nos ver sim"). Mas eu, convicto, disse: "ok, nos vemos por aí". Como vou sair com alguém que esqueceu o meu nome?
Depois do meu "ok", sou bombardeado por mensagens de uma pessoa com orgulho ferido. Disse que lembrava do meu corpo, pele e rosto; que achava que eu era um cara legal. Tudo bobeira! Apenas ficou com raiva de ter sido rejeitado.
Não sei se fui radical mas criei coragem para dizer "não" para alguém que eu normalmente diria "sim" independente de lembrar do meu nome ou não. Estou agregando valores em mim. E disso eu não me arrependo.
Antes só do que....todo mundo sabe o resto!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
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